terça-feira, junho 09, 2009

Horroriz para deputado?

Nota do Cláudio Humberto de ontem:

"Portas fechadas

No DF, quase todos
os partidos fecharam as portas para o ex-governador Joaquim Roriz.
Resta-lhe, talvez, o PTB do senador Gim Argello."

Isso está me lembrando o caso do Jáder Barbalho... Para quem não se lembra, em 2001 ele foi eleito presidente do Senado em meio a um conflito com o ACM. Mesmo com o ACM renunciando ao mandato por causa daquele escândo da violação do Painel (Obs: em 2014 o Luis Estevão pode voltar a se candidatar... TENSO!), o bombardeio continuou até que ele teve que renunciar pouco depois do 11 de setembro. Como não comandava o Pará feito o ACM comandava a Bahia, acabou tendo que se contentar com um mandato de deputado federal, tendo sido eleito já no ano segunte e reeleito em 2006 (sendo o que teve mais votos em ambos os escrutínios - o que explica muita coisa sobre o Pará, diga-se).

Caso aquela briga do Fillipelli não tenha sido uma encenação (torço pra isso), e caso essa nota do CH esteja certa, o mais garantido para Horroriz seria candidatar-se a deputado federal em 2010. Seguramente seria o mais eleito, e provavelmente levaria um deputado com ele. Considerando o (baixo) nível dos deputados federais do DF, até que não seria uma saída tão má assim. O duro seria, como já disse, 2014...

PS: Quem diria que os anos e anos de puxa-saquismo explícito na Câmara Legislativa fariam bem ao Gim Argello? Ele até está sendo cogitado para a articulação política do Lula em 2010!

Vou-me embora para Tashkent, lá sou amigo do rei...

Outro dia eu estava me perguntando por onde andava o Luis Felipe Scolari depois que ele foi chutado do Chelsea. Hoje eu já sei: ele acabou de ser contratado pelo glorioso Bunyodkor, em Tashkent, no Uzbequistão. O que, você não conhece o clube? Como, se o Rivaldo está jogando lá? Agora só falta dizer que você também não sabe que o Denílson está jogando no Vietnã...

quinta-feira, junho 04, 2009

Mais Projeto Natal e ainda o Speilberg

Tá legal, eu acabei de ver o vídeo-demonstração do Projeto Natal, e vai ter reconhecimento de voz (ou seja, é só falar "páusi!"). Mas ainda mantenho a restrição para viabilidade em alguns jogos. Porém, isso para computadores será o paraíso na terra!

Mas volto para fazer um adendo ao Speilberg sobre os controles. Sim, eu me sinto intimidado com os controles do PS3 e do XB360, com seus trocentos botões. Mas quando eu jogo Wii isso não me acontece, pois quando eu jogo com o Wiimote eu só uso, quando muito, dois botões. Já quando é também com o Nunckuck já aumentam para quatro e um direcional analógico. Ou seja: teoricamente o controle do Wii é menos complexo de se jogar do que o Super NES! A Sony (principalmente, com aquele controle horrível) e a Microsoft poderíam pensar mais sobre isso...

E3 2009 - Sony, jogos e Brasil [2] A feira em si

Pois é, o post de ontem ficou tão longo que acabei deixando a feira pra depois, e esse depois virou o dia seguinte. Mas, como o dia seguinte já é hoje, agora vai.

De certa forma, em termos de jogos a Sony apresentou mais coisas que a Nintendo, mas sem três bombas.

Em termos de hardware, a novidade mais pública da feira, o novo modelo do PSP (o PSP Go), para concorrer com o novo modelo do Nintendo DS (o DSi, já disponível nas lojas do ramo). O PSP Go é parecido com aqueles celulares "deslizantes" (esqueci o termo para eles), com a tela em cima e os botões e direcional embaixo. Outra novidade, mais uma vez mostrando que o paradigma da Nintendo ganhou a parada, é que a Sony desenvolveu um controle sensível aos movimentos dos jogadores. Vamos ver se ela usará isso para jogos "hardcore" ou emulará a estratégia da Nintendo.

Já em termos de software, aí sim, veio uma pletora de jogos. Alguns com um conceito bem interessante. O primeiro é um tal da MAG, um FPS multiplayer que cada time pode ter até... 128 jogadores! Já estou vendo a Al Quaeda usando isso para ensinar noções básicas de guerra de guerrilha... Outro é um tal de ModNation Racers. Mod, como vocês sabem, é a sigla comumente usada para versões modificadas/personalisadas de jogos consagrados. Pela descrição do jogo é uma mistura de Mario Kart com Little Big Planet (um dos jogos que me faria comprar um PS3 - e que, dizem à miúda, inspirou o modo cooperativo do New Super Mario Bros do Wii). Basicamente você pode montar os carros e construir uma pista a seu bel prazer. E você pode compartilhar essa pista com outros usuários de PS. Bastante interessante.

Outros jogos são continuações de "franquias" consagradas. A primeira é Assassin's Creed II, com interação entre o PS3 e o PSP. O segundo é um terceiro (tum-tum-tsss!), God of War III - outro jogo que me faria comprar um PS3. Versão revista, ampliada e bem mais gore do que os outros GOW.

Agora vamos às partes das bombas. A primeira é que haverá uma franquia nova e exclusiva da Rockstar para PS3. Para mim, qualquer jogo a la GTA feito pela empresa que FEZ GTA tem um ótimo potencial (tá bom, houve Manhunt e Bully, mas os acertos ainda são maiores). A segunda bomba é que, apesar do Metal Gear Solid: Rising para XBox 360, ele também sairá para PS3 - e, dizem, para PC. E não só: a Sony foi contemplada com um novo (e exclusivo) MGS. Coisa parecida houve com o Final Fantasy. O XIII será lançado para os dois, mas o PS3 terá cositas más exclusivas. Logo depois que anunciaram isso, anunciaram também que haverá um FFXIV exclusivo para a Sony! E não só, que ele será MMO! Para quem gosta de RPGs isso deve ser ótimo.

Enfim, em termos quantitativos a Sony apresentou mais coisas que a Nintendo, mas como nunca joguei MGS e não sou muito chegado a RPGs, não significou muito pra mim. Apenas a coisa do Brasil é que sim. Aliás, um adendo: infelizmente, como agora quem está ganhando a parada é a Nintendo, a última coisa que ela irá se preocupar é em acabar com a relação com a maldita importadora para a AL e comercializar diretamente em terra brasilis.


quarta-feira, junho 03, 2009

E3 2009 - Sony, jogos e Brasil. [1] Mas antes, uma historinha

Era uma vez um grande conglomerado japonês que um dia resolveu investir em videogames, e lançou um videogame que fez um sucesso estrondoso (apesar do controle horrível). Por razões obscuras, ela não lançou seu videogame no Brasil. Na geração seguinte conseguiu repetir o mesmo sucesso (apesar de continuar com um controle horrível), conseguindo até eliminar uma das concorrentes no setor - o sucesso também deveu-se ao fato do console também funcionar como um aparelho de DVD, o que seus concorrentes não faziam. Como em time que está ganhando não se mexe, ela continuou não lançando o seu videogame no Brasil.

Como a empresa estava ganhando turbilhões de dinheiro com seus consoles, ela resolveu investir no mercado de portáteis, que era da concorrente sobrevivente. O problema é que essa empresa sempre foi líder absoluta no mercado de portáteis, e também estava ganhando rios de dinheiro graças a um jogo, de um console que praticamente estava aposentado, que simplesmente extrapolou todas as fronteiras de mídia, com produtos e licenciamentos mil. Depois essa empresa lançaria um portátil que permitia uma nova dinâmica de jogo. Esse portátil vende horrores até hoje. Já a empresa líder dos consoles lançou, no ano seguinte, um portátil com maior poder e infinitas possibilidades multimídia, mas que em termos de vendas ainda lambe os pés da concorrente. Porém, como portátil não dá muito dinheiro, igualmente não foi lançado no Brasil.

Quando parecia que o sucesso nos consoles continuaria, uma outra terceira concorrente entrou no setor. Seu primeiro console não foi la essas coisas, e ela só fez perder dinheiro com ele. Mas essa empresa não era uma reles empresa que era segundo lugar no ramo de entreterimento no Japão (Sega), mas a maior empresa do ramo de informática do mundo (Microsoft, dããã!), e o que ela estava fazendo era apenas "acumular" conhecimento para, na geração seguinte, cair matando.

E lançou seu videogame, uma versão bem mais robusta que a anterior, apesar da qualidade discutível (primeira vez na história em que há constantes problemas de superaquecimento de consoles de uma determinada marca!). Além de se identificar mais com o maior mercado do mundo (EUA, ainda), a Microsoft conseguiu pegar jogos antes exclusivos do console dessa empresa. Mais exatamente: GTA IV (que na microsoft tem mais episódios extras), Final Fantasy XIII e, esse ano, Metal Gear.

Essa empresa lançou o seu videogame depois, com maior capacidade e uma nova tecnologia de armazenamento, que era uma das duas concorrentes para o padrão que substituirá o DVD. E ela GANHOU a parada, no que sinalizaria uma repetição da estratégia da geração passada, e que talvez dê certo a longo prazo, se a Lei de Moore não atrapalhar. O problema é que, ao contrário das vezes anteriores, ela não tomou a liderança.

Mas não foi só isso: aquela outra empresa japonesa, que tinha perdido a parada nas duas gerações anteriores (inclusive ficado na última posição na igualmente última geração), lançou um console com uma nova maneira de jogar que, apesar da capacidade nitidamente inferior e dos jogadores costumazes das duas gerações anteriores torcerem o nariz (ou por causa disso...), vendeu horrores, mais que a soma dos dois consoles. E, horror dos horrores, o console dessa empresa, com gráficos avançados, Blue-Ray e tudo, ficou em terceiro em vendas.

Mas a história ainda não acabou para a Sony (sim, é dela que estou falando, Pedro Bó!). No capitalismo, assim como na política, o vácuo sempre é preenchido. Quase quatro anos depois de ter somente a Microsoft no Brasil (que vende o Xbox 360, mas importado e obviamente caro pra cacete), uma empresa que havia acumulado mais de 20 anos de experiência em venda de videogames (a TecToy, que vende consoles antigos da Sega até hoje) resolve lançar um console específico para "mercados negligenciados de todo o mundo", inferior em capacidade ao PS2, mas com jogos infinitamente mais baratos. O Zeebo tá saindo do forno (por enquanto, apenas no RJ).

Finalmente, a Sony, lanterna no mundo dos videogames, mas com a vantagem do PS3 também ser um tocador de Blue-Ray (é o lobby que faço aqui em casa para ver se o povo daqui compra um...), anuncia que comercializará oficialmente o PS2 (para matar o Zeebo antes que ele cresça), o PSP e o PS3 na Terra dos Papagaios (no caso destes, para ver se amplia o mercado dos dois mesmos).

Eu ia falar dos anúncios da Sony na E3, mas -FINALMENTE- a vinda dos PSs ao Brasil merece um destaque especial. Depois (espero que ainda hoje) eu volto aos anúncios. Resumidamente, uma pletora de jogos e um troço que imita o Wiimote (mas não tão revolucionário quanto o Projeto Natal).

terça-feira, junho 02, 2009

E3 2009 - Nintendo, uns trocinhos e JOGOS

Como eu disse, a conferência da Nintendo foi hoje. Como eu disse errado, a da Sony na verdade também foi hoje. Vou pular os anúncios para DS porque (ainda) não é muito a minha área.

A Big N deu obviamente uma cobertura razoável para o MotionPlus. Para quem não sabe, é uma extensãozinha pra colocar no Wiimote para aumentar a sensibilidade deste. Será lançado no fim de julho nos EUA, separado e com o jogo Wii Sports Resort - que, assim como o Wii Play, venderá milhões sem ser lá grande coisa. Mesmo porque estão para sair uma cacetada de jogos que utilizarão o MotionPlus

Continuando nos acessórios, parece que terá um outro, chamado 'Vitality Sensor" e será um... aparelho pra medir pressão! Já sei, foi algo feito especialmente para o povo que comprou Wii só pra jogar Wii Sports e Wii Fit! Provavelmente também virá com um jogo que também venderá milhões sem ser grande coisa. Mas será um diferencial e tanto em comparação com o futuro Projeto Natal...

Ah, e falando nos "Jogos Wii" para Wii, vai ter também um Wii Fit Plus, um Wii Fit com mais salamaleques. Prevejo daqui a uns três anos começarem a vender a Balance Board com os dois jogos. Mas esse eu posso até comprar, já que estou me amarrando no Wii Fit! Altamente recomendável para quem tem o IMC acima do mínimo recomendável (embora isso não signifique necessariamente que você está mal, mas isso não é um post sobre saúde)

Mas vamos aos jogos "jogos" mesmo. A Nintendo é Nintendo, e você sempre pode esperar coisas ótimas. E elas vieram! Parafraseando o começo desse post, como eu disse errado, achava que eles anunciariam mais um jogo do Mário. NA VERDADE FORAM DOIS!!! Contrariando o paradigma que vinha desde o N64 de que só haveria um jogo do Mario3D por plataforma, o Wii terá Super Mario Galaxy 2!!! E novidade: pela primeira vez desde o Super Mario World, o Mario vai montar (oops!) no Yoshi!!! Meu, quem jogou SMG sabe o desbunde que é. Mas vai ser aquela coisa: provavelmente vão colocar o Yoshi como jogável apenas em algumas fases, e se você perde-lo, bau bau.

Porém, quem é meio assim com jogos 3d (um dia eu já fui, mas GTA Vice City me salvou - ficaria tão feliz com um GTA pra Wii, mesmo com gráficos piores...) não vai ficar chupando dedo: vão lançar outro Mario!!! E 2d!!! Vai se chamar New Super Mario Bros, que nem no DS, mas com uma novidade interessantíssima: permitirá até quatro jogadores simultâneos em modo cooperativo! Deus do céu, como é que o Miyamoto não pensou nisso antes!?

Bom, de Mario pra Wii foi só isso. Mas a coisa não acabou: também vai rolar um novo Metroid (mais exatamente, Metroid: Other M)!!! E, ao contrário da série Metroid Prime*, será produzido em conjunto com a Tecmo (e não com a "first party" Retro Studios) e, pelo que o trailer dá a entender, terá momentos 2D. Enfim, Samus Aran deixará de ser nipo-americana e voltará a ser japa (galega...) puro-sangue. Isso promete, e muito.

Enfim, como eu disse, e agora sim disse certo, o foco da Big N foi mais em software, mas em compensação, haja jogões! Amanhã falo da Sony, e com ÓTIMAS notícias para o Brasil. Sim, é isso mesmo: em comemoração à escolha de Manaus como sede da Copa 2014, ela FINALMENTE lançará o PS2 E o PSP E o PS3 na "América Lusa"!!! Bem, não foi bem por causa disso, como vou dizer amanhã.

*Em mais um produto que drenará as minhas economias, a Nintendo relançará os dois primeiros Metroid Prime do Game Cube JUNTO com o Metroid Prime 3, em uma antologia a sair (nos EUA) em fins de Agosto.

Historinha de hoje

Fui numa loja comprar o Super Smash Bros. Brawl (ainda oficial, porque esse jogo dá pra jogar em wi-fi e eu teria muito cagaço em jogar alguma versão pirata e a Nintendo em um dia de mal-humor resolver fiscalizar isso). Daí ouvi o seguinte diálogo:

"- Mas e o Wii?

- Ah, o Wii não tem bons gráficos"

Sabe o que isso me lembra? A velhíssima discussão sobre o rock progressivo ser melhor porque era mais elaborado (e hoje rock progressivo é um estilo moribundo, bem mais pra lá do que pra cá), ou aquela coisa bem no início dos anos 90, com o surgimento da Image Comics, onde todo mundo ficava impressionado com os gráficos, enquanto que a história era uma porcaria (salvo Savage Dragon, do Erik Larsen, que era divertida). Além disso, eu juro que eu ouvi isso:

"-Wii é videogame de menininhas"

Juro que quase deu vontade de responder de volta, mas em vez disso eu fiquei rindo comigo mesmo. Isso me arremeteu imediatamente a um diálogo que tive com um amigo recentemente logo depois que eu comprei o Wii Fit, e ele me respondeu: "Ah, Wii Fit é pra mulheres". E contra-argumentei assim: Não, Wii Fit não é pra mulheres, é para americanos gordos que têm vergonha/não tem saco de ir pra academia. Ri mais ainda quando ele apontou pro "SSBB" e falou:

- Ah, SSBB é legal pra caramba. Aliás, os jogos da Nintendo são bons. E No More Heroes também é.

Pois é, enquanto houverem jogos bons e o Wii continuar me surpreendendo eu não abro mão dele.

ADENDO: Voltando ao Projeto Natal de ontem, o Speilberg tocou num ponto importante: "As pessoas se sentem intimidadas com os controles de videogames". Bom, nisso eu concordo. Eu (mas não só) tenho uma verdadeira ojeriza àquele controle do Playstation, e fico com um pé atrás só de pensar em praticamente TODOS os controles da 4ª geração (N64 e PSOne) em diante. Salvo o do Sega Saturn, que era um controle do Mega Drive melhorado, e justamente o do Wii. O controle clássico lembra em muito o do SNES (que eu não gostava, mas ao menos não abominava). Mas infelizmente parece que uma das grandes contribuições da Sega, o direcional com diagonais, perdeu a parada. Triste.

Morte na linha sucessória do Império Brasileiro

Lembram do post Brasil Balcanizado, que escrevi há pouco mais de um ano? Pois é, lá no que restou do Império Brasileiro, eu disse que hoje seríamos reinados pelo imperador D. Luís I (Luís Gastão de Orleans e Bragança) - sou pelo ramo de Vassouras, a título de curiosidade. Como ele não tem filhos, o império iria para seu irmão, Antônio, e depois, para o filho deste, Pedro Luís de Orleans e Bragança.

Ocorre que o Pedro Luis (seria ele D.Pedro IV ou D. Pedro Luís I?) estava no voo da Air France... Então o terceiro na linha passa a ser seu irmão mais novo, Rafael Antônio Maria de Orleans e Bragança. Talvez isso causasse uma crise, já que "D. Rafael" é meio esquisito, vocês não acham?

segunda-feira, junho 01, 2009

E3 2009 - Microsoft e seu Projeto Natal

Como meia dúzia de nerds já devem saber, está ocorrendo nos EUA a E3, a maior feira de videogames do mundo, onde os lançamentos e as tendências são lançadas, e esses três dias são das produtoras de hardware (e software, mas principalmente de hardware). Hoje foi a conferência da Microsoft, amanhã será a da Nintendo e, depois de amanhã, a Sony. Não, não estou acompanhando avidamente elas, mas apenas a sua repercussão.

Como eu disse, hoje foi o dia da Microsoft. Para além da interação do console com a internet e de um Metal Gear exclusivo para o console americano, a principal - e mais bombástica - novidade é o "Projeto Natal" (Natal mesmo, não Christmans, o que levanta a curiosidade sobre a inspiração desse povo). Basicamente é a idéia do Wii levada às últimas consequências: uma câmera capta a sua imagem, reconhecendo a pessoa em questão e ela simplesmente joga com o seu corpo. Sem controles. Realmente é revolucionário.

Mas aí entra um busilis: alguém aqui já jogou Wii na vida? Pois bem, uma coisa é jogar e agitar as mãos pra jogar. Uma hora você cansa (não falo do jogo, mas do cansaço físico). Daí você pausa, descansa uns 30s, 1min e volta a jogar. Outra coisa é você utilizar um jogo que necessite do corpo todo, como Wii Sports. Daí você se cansa mais ainda (escolha o boxe pra isso), para uns 1min, 1min30s e volta a jogar. Sem problemas, certo?

Errado! E aí eu chego ao cerne da questão: Wii Sports é um jogo "casual", e o boxe dura uns 10 minutos, quando muito. Um jogador médio de videogame é um ser sedentário, que não se cansa de jogar um Winning Eleven apenas com os dedos, e não morre de cansado quando, no máximo, dá umas chacoalhadas no controle. Mas se ele tiver que usar todo o corpo para jogar um "Winning Eleven", por exemplo, adaptado para o Natal, dependendo dos movimentos que ele tiver que fazer, poderá até se sentir desestimulado a jogar uma partida. Daí que eu aposto que a grande maioria dos jogos que sairão nesse sistema serão os famigerados (pelos "caixistas") "casuais". E o joystick/controle/manete, ao contrário do que o Steven Spielberg previu, perdurará ainda um tempinho mais.

Ah, eu falei no parágrafo anterior e vocês não devem ter notado outra questão: COMO EU PODERIA PAUSAR UM JOGO SEM USAR BOTÕES!?

Vamos ver como será a Nintendo (que por "N" -hehehe- motivos impôs seu paradigma de visão do mercado) amanhã. Dizem que o foco vai ser mais em software (dizem até em um novo Mario)... Mas ela tem que tomar cuidado para não se acomodar.

Junho vai ser um mês daqueles...

Já no dia 1º há uma queda de um avião da Air France na costa brasileira, a concordata da GM/Chevrolet e a compra da Chrysler pela Fiat (também conhecida como "o dia em que Betim comprou Detroit").