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segunda-feira, agosto 10, 2009

Será que consegui matar a charada do Wii Vitality Sensor?

Estava outro dia vendo os jogos mais vendidos do Wii no vgchartz à caça de jogos desconhecidos do qual nunca tinha ouvido falar, e topei com um tal de Endless Ocean.

É mais um para confirmar a fama de "jogos casuais" do Wii: basicamente você é um mergulhador que busca um tesouro perdido no meio do mar. Mas se pensa que você tem que passar por inúmeros perigos e enfrentar inúmeros monstros derivados de mitologias mil, está muito enganado. Você simplesmente procura tesouros e tira fotos de várias espécies de criaturas marinhas. Apenas isso.


Você me pergunta então: "mas qual é a graça disso?". Bom, tudo depende da perspectiva: você pode achar chato, mas outras pessoas (na verdade, praticamente 1 milhão) acharam relaxante. Ainda mais com música new age ao fundo (e com opção de colocar o mp3 de
sua escolha num cartão SD - recurso que pouquíssimos jogos do Wii têm).
Enfim, vejam o trailer e concluam por si mesmos.

Tá, e onde entra o Vitality Sensor? Bem, existem pessoas que jogam o videogame para dar uma relaxada, mas há outras pessoas que acham essa coisa toda de videogame muita agitação para elas. Geralmente ou essas pessoas nunca tocaram em um controle na vida (geralmente pessoas de 50 anos pra cima) ou querem fugir o máximo possível de qualquer agitação. Neste caso, seriam pessoas que trabalham feito condenados e tudo o que querem quando chegam em casa é simplesmente relaxar.

O Vitality Sensor serviria para medir os batimentos cardíacos do jogador e mudar a intensidade do jogo
(de modo que ignoro, mas que os desenvolvedores da Nintendo com certeza devem estar batendo cabeça nesse dilema agora) para que ele relaxe. Claro que poderá servir para o oposto, fazer com que o jogo se torne mais difícil. Mas a menos que mudem o layout dele (já que usa a saída do Wiimote, o que inviabilizará o uso do nunchuck), o argumento para as vendas será esse. E nem falo do uso combinado com a balance board...

Outro fator que corrobora essa direção é que o jogo foi desenvolvido por outra companhia, uma tal de Arika, criada por ex-empregados da Capcom. Ela fez um jogo com uma temática parecida com a do Endless Ocean, chamado Everblue, para o Playstation 2. Ignoro as vendas, mas foram significativas o bastante para que o jogo merecesse uma sequência. E aqui está o cerne da questão: enquanto o Everblue foi distribuído pela Capcom, a própria Nintendo assumiu a distribuição do EO.

Então o Endless Ocean 2 será compatível com o Vitality Sensor? Provavelmente não, já que ele está para ser lançado. Mas provavelmente veremos um jogo novo da Nintendo que usará essa temática relaxante. E o EO mostrou que isso é possível. Espero que também utilize a opção de selecionar a música no SD e a opção de NÃO SELECIONAR NENHUMA MÚSICA, deixando apenas o som ambiente. Tenho um sério problema de ficar com uma melodia na cabeça na hora de dormir que é o prelúdio da insônia.

quarta-feira, julho 29, 2009

Por que eu NÃO entrarei no Twitter

Para você que ainda não sabe, o Twitter ('gorjeiador', em inglês) é uma mistura de rede social (orkut) e microblogging (como um blogspot, mas limitada a 140 caracteres) criada em 2006 por Jack Dorsey e que é a nova coqueluche na internet. Tipo um "Second Life" de 2009. Todo mundo que está na crista da moda tem um. Bem, quase todo mundo. EU não tenho a mínima intenção de ter. Por quê?

1) Não sou celebridade. Talvez se eu fosse eu poderia achar útil falar o que acontece o tempo todo na minha vida;

2) Não sou jornalista nem trabalho em nenhum meio de comunicação. Talvez se eu fosse eu poderia achar útil saber o que acontece o tempo todo com celebridades/políticos.

3) Prefiro o RSS. Alguns sites e portais também estão utilizando o Twitter para avisar que têm notícias novas, sem a necessidade de você abrir o site. O RSS (disponível no canto direito do blog, reparem), faz a mesmíssima coisa, e SEM LIMITAÇÃO DE ESPAÇOS.

4) Não vivo (ainda) em uma ditadura onde eu precise relatar a opressão do Estado no meu dia-a-dia
. Reconheço a importância do Twitter no que houve recentemente no Irã, mas eu não vivo lá, e o Brasil ainda permite que você filme o que lhe der na veneta e ponha no Youtube/avise a Globo.

5) Não confio em algo que não seja um filme onde a principal estrela é Ashton Kutcher. As pessoas perderam a noção do ridículo, sinceramenente. Se bem que consideram "o Hugo Chavez um governante revolucionário" (tipo, ele está há 10 anos no poder e o que mudou na Venezuela!?), "a Dilma Rousseff uma gestora competente" (ela é a mãe do PAC, que iria ficar pronto até 2010, e até agora nem 5% dele está concluído) e que "o Lula defende os interesses nacionais" (sendo que ele foi o MAIOR ENTREGUISTA DA HISTÓRIA DO BRASIL - O Fernando Henrique ao menos vendeu o que tínhamos)...

6) Nunca usei SMS coletivos, e não será agora que usarei. Quando tenho que mandar uma mensagem coletiva, eu mando via e-mail (que também não tem limite de caracteres). E, quando não quero que saibam que mandei pra outras pessoas (o que o twitter também não tem), eu tenho o recurso do Cco.

7) O Twitter tem um potencial enorme para virar uma caixa de ressonância de boatos. Estamos em tempos sem discernimento, e parece que as pessoas se esqueceram dos inúmeros Cocadaboa News. Basta um twit simpático, um link para uma notícia fictícia e está instaurado um boato. Ou nem isso: basta uma corrente que saiba os meandros do sistema para tal.

Bom, são esses os motivos.

quarta-feira, junho 17, 2009

Táticas do capitalismo malvado - FUD

Vi essa expressão pela primeira vez num dos muitos ataques do Sean Malstrom ao Projeto Natal. "FUD" significa "Fear, Uncertainity and Doubt" ("Medo, Incerteza e Dúvida"), sendo uma tática de marketing comum da Microsoft. Segundo o Wikipedia, FUD é uma tática de retórica e falácia usada em vendas, marketing, RH, política e propaganda. Tenso!

quinta-feira, junho 11, 2009

MMM (Mais Malstrom e Mario)

Sim, o foco principal do Malstrom é analisar o sucesso da Nintendo. Mas isso não significa que ele seja completamente acrítico à compania de Kioto. Ele me fez descobrir que, felizmente, não sou o único que soltou vivas quando a Nintendo anunciou um Mario 2d para o Wii. E, explicando o fato, atacou a maior vaca sagrada da Nintendo, o Shigeru Miyamoto (criador do Mario, Zelda, Pikmin, Wii Sports, Wii Fit, etc).

Segundo Malstrom, Miyamoto consideraram os "Marios 3d" sucessores dos "Marios 2d", mas as vendas daqueles, principalmente no Japão, eram bem inferiores comparadas a estes. Até que resolveram fazer um remake de Super Mario Bros para o Nintendo DS. Resultado: vendeu quase 18,5 milhões de cópias, sendo o quarto jogo não incluído em console mais vendido em todos os tempos.

Daí a Nintendo lançou "Super Mario Galaxy" para Wii, que "fracassou" (para padrões de arrasa-quarteirão da Nintendo), vendendo "apenas" 8 milhões de cópias, e principalmente nos EUA - menos que SSBB e Mario Kart Wii. Tanto teria "fracassado", segundo Malstrom, que no Japão a propaganda do Mario Galaxy enfocava mais as similaridades com o Mario DS que o aspecto revolucionário desbundante do Mario Galaxy.

Sem contar o Virtual Console. Quem você acha que ganhou a parada entre Super Mario Bros e Mario 64?

Portanto, seria lógico que fizessem um Mario 2d para Wii. Malstrom diz que conhece muita gente que compraria um Wii, pois sentiu que a Nintendo "abandonou" a franquia Mario desde o Yoshi's Island. Não chego a esse ponto, uma vez que o Wii custa quase 3x mais aqui que nos EUA, mas conheço muuuuita gente que não se identifica com jogos 3d*, e os Mario 3d com uma dinâmica de jogo completamente diferente.

Sobre o Super Mario Galaxy 2, que ele chama carinhosamente de "Mario Galaxy: Lost Levels", ele simplesmente não entende. Daí a conclusão de que a equipe do Miyamoto é extremamente apegada à fórmula 3d.

Enfim, assim como o Malstrom, fiquei mais entusiasmando com o NSMBW do que com o SMG2. E, com certeza, não somos apenas nós...

*Infelizmente a Sega não é mais aquela, mas seria MUITO BOM que fizessem um Sonic 2d com a tecnologia atual...

Natal 2014 sem superfaturamento é tão mais certo que o Projeto Natal?

Mais uma vez retomo ao tema do Projeto Natal. Semana passada eu fui num aniversário de um dos meus melhores amigos, que é da área de informática, e os principais assuntos tecnológicos foram o Projeto Natal e "World of Goo" (jogo que eu passei pra ele, que passou pra um colega dele de trabalho que pirou no jogo - o quê!? Você ainda não conhece!? VAI BAIXAR ESSE JOGO NO TORRENT AGORA!!!). Isso foi há quase uma semana.

Agora que a poeira realmente baixou, eu tive a curiosidade de saber o que o Sean Malstrom pensa a respeito. Quem? Bem, Malstrom é um jornalista/analista de negócios norte-americano que resolveu analisar o porquê de um console com gráficos inferiores e capacidade menor (o Wii) vender apenas 3 milhões de consoles a menos que a soma do Xbox 360 e Playstation 3. O seu artigo "O Homem-Pássaro e a Falácia Casual" já virou um clássico em blogs brasileiros especializados (googleiem), e percebi que ele bebe direto da fonte do Peter Drucker e Joseph Schumpeter - como duvido muito que jornalistas e desenvolvedores de jogos saibam quem são esses, vou guardar esse segredo pra mim. :P

Daí fui no blog do sujeito e fiquei espantado. Não sobrou pedra sobre pedra sobre o Natal. Ele disse que a Microsoft "pulou o tubarão" (googleie "jumping the shark"). Como diria o Titio Jack, vamos por partes (cito de memória):

1) A mais importante crítica do Malstrom é foi à Microsoft em si. Basicamente, ela utilizou o mesmo modus "marketing" operandi. Basicamente, é de mostrar um produto revolucionário, marcar uma data de lançamento e: a) ou adiar (às vezes em muito) a data até lançar um produto que frustra todo mundo (o Windows Vista é um caso clássico); ou b) adiar até que esqueçam que um dia esse produto foi anunciado (para esse, o caso clássico seria o produto de 2007 Microsoft Surface). Em ambos os casos, argumenta Malstrom, a indústria dos videogames não costuma ser tão complacente como a da informática em relação aos hypes. Que o diga o Spore;

2) Em um provocativo pingue-pongue com um jogador "hardcore" fictício, Malstrom argumenta que, mesmo que os "motion plus" da Sony e da Microsoft saiam, e funcionem da maneira que prometem funcionar, é contraprodutivo desenvolver jogos HD que sirvam apenas para uma plataforma, a não ser que seja um HD... "casual".

3) Em quatro momentos Malstrom questiona a seriedade do Natal: I) não havia demonstração do Natal nos estandes da E3, ao contrário do Wii em 2005; II) Virais mostrando a impressão de famosos jogando Burnout no Natal e não de usuários comuns (mais grave: ainda houve a demonstração por um leitor do Malstrom que alguns trechos do viral mostravam o mesmo trecho do jogo); III) Essa foi pouco depois da conferência, mandada por outro leitor: se o Natal faria os controles ficarem obsoletos, por que tanta atenção para um controle em forma de skate para o novo jogo do Tony Hawk (e pensando agora acrescento, e o Guitar Hero Beatles)?; IV) ao contrário da Nitendo quando na época do anúncio do Wii, não houve opinião de desenvolvedores ("third parties") sobre o Natal.

4) Na apresentação do Natal, se a Microsoft estivesse se levando a sério, mostraria-o nos jogos que sabe fazer melhor, os FPS, o que não o fez.

5) Lembra aquela coisa do Speilberg sobre os controles? Então, ele estaria repetindo quase que literalmente (então "verbatim" significa isso? será que é latim?) a conferência que a RH da Nintendo americana, Reggie sei-lá-das-quantas (que trabalhou no Yahoo nos tempos dourados e, parece, não é só uma "reles" RH não) fez em... 2006!

6) O Natal seria (mais uma entre muitas) nada mais que uma jogada de marketing da Microsoft para fazer com que as pessoas deixem de comprar um Wii para comprar um Xbox por causa de um acessório que estará "em desenvolvimento" ad infinitum.

7) Mesmo considerando que ele será lançado em algum período de 2010, o Natal está com o preço previsto de U$ 200. Ou seja, a pessoa (norte-americana - para brasileiros, quadruplique o preço) tem que comprar um Xbox (preço variando entre U$ 200 e U$ 400) mais um Natal, gastando entre U$ 400 e U$ 600 para poder usufruir do "século XXI" na sua integridade. Já um Wii sai por U$ 250. Um Wii Fit (com jogo), U$ 100. Um Wii Sports Resort (que vem com o motion plus) tá saindo por U$ 50. Um Wii Play (com um controle extra), U$ 45. Comprando um Xbox básico, com um jogo e um controle com um jogo mais um Natal, também com um jogo (prezumo), você gastaria U$ 400, ou U$ 430 se você comprar outro controle. Com esses U$ 400, você pode comprar um Wii, com um jogo e um controle, um Wii Fit (com outro jogo) e um Wii Sports Resort (jogo mais um trocinho para aumentar a sensibilidade do controle). Se quiser, você pode gastar U$ 15 a mais para comprar um jogo que vem com outro joystick. Daí você fica com 4 jogos, dois controles mais uma balance board.

Sinceramente, eu mantenho meu Wii...

quinta-feira, junho 04, 2009

Mais Projeto Natal e ainda o Speilberg

Tá legal, eu acabei de ver o vídeo-demonstração do Projeto Natal, e vai ter reconhecimento de voz (ou seja, é só falar "páusi!"). Mas ainda mantenho a restrição para viabilidade em alguns jogos. Porém, isso para computadores será o paraíso na terra!

Mas volto para fazer um adendo ao Speilberg sobre os controles. Sim, eu me sinto intimidado com os controles do PS3 e do XB360, com seus trocentos botões. Mas quando eu jogo Wii isso não me acontece, pois quando eu jogo com o Wiimote eu só uso, quando muito, dois botões. Já quando é também com o Nunckuck já aumentam para quatro e um direcional analógico. Ou seja: teoricamente o controle do Wii é menos complexo de se jogar do que o Super NES! A Sony (principalmente, com aquele controle horrível) e a Microsoft poderíam pensar mais sobre isso...

E3 2009 - Sony, jogos e Brasil [2] A feira em si

Pois é, o post de ontem ficou tão longo que acabei deixando a feira pra depois, e esse depois virou o dia seguinte. Mas, como o dia seguinte já é hoje, agora vai.

De certa forma, em termos de jogos a Sony apresentou mais coisas que a Nintendo, mas sem três bombas.

Em termos de hardware, a novidade mais pública da feira, o novo modelo do PSP (o PSP Go), para concorrer com o novo modelo do Nintendo DS (o DSi, já disponível nas lojas do ramo). O PSP Go é parecido com aqueles celulares "deslizantes" (esqueci o termo para eles), com a tela em cima e os botões e direcional embaixo. Outra novidade, mais uma vez mostrando que o paradigma da Nintendo ganhou a parada, é que a Sony desenvolveu um controle sensível aos movimentos dos jogadores. Vamos ver se ela usará isso para jogos "hardcore" ou emulará a estratégia da Nintendo.

Já em termos de software, aí sim, veio uma pletora de jogos. Alguns com um conceito bem interessante. O primeiro é um tal da MAG, um FPS multiplayer que cada time pode ter até... 128 jogadores! Já estou vendo a Al Quaeda usando isso para ensinar noções básicas de guerra de guerrilha... Outro é um tal de ModNation Racers. Mod, como vocês sabem, é a sigla comumente usada para versões modificadas/personalisadas de jogos consagrados. Pela descrição do jogo é uma mistura de Mario Kart com Little Big Planet (um dos jogos que me faria comprar um PS3 - e que, dizem à miúda, inspirou o modo cooperativo do New Super Mario Bros do Wii). Basicamente você pode montar os carros e construir uma pista a seu bel prazer. E você pode compartilhar essa pista com outros usuários de PS. Bastante interessante.

Outros jogos são continuações de "franquias" consagradas. A primeira é Assassin's Creed II, com interação entre o PS3 e o PSP. O segundo é um terceiro (tum-tum-tsss!), God of War III - outro jogo que me faria comprar um PS3. Versão revista, ampliada e bem mais gore do que os outros GOW.

Agora vamos às partes das bombas. A primeira é que haverá uma franquia nova e exclusiva da Rockstar para PS3. Para mim, qualquer jogo a la GTA feito pela empresa que FEZ GTA tem um ótimo potencial (tá bom, houve Manhunt e Bully, mas os acertos ainda são maiores). A segunda bomba é que, apesar do Metal Gear Solid: Rising para XBox 360, ele também sairá para PS3 - e, dizem, para PC. E não só: a Sony foi contemplada com um novo (e exclusivo) MGS. Coisa parecida houve com o Final Fantasy. O XIII será lançado para os dois, mas o PS3 terá cositas más exclusivas. Logo depois que anunciaram isso, anunciaram também que haverá um FFXIV exclusivo para a Sony! E não só, que ele será MMO! Para quem gosta de RPGs isso deve ser ótimo.

Enfim, em termos quantitativos a Sony apresentou mais coisas que a Nintendo, mas como nunca joguei MGS e não sou muito chegado a RPGs, não significou muito pra mim. Apenas a coisa do Brasil é que sim. Aliás, um adendo: infelizmente, como agora quem está ganhando a parada é a Nintendo, a última coisa que ela irá se preocupar é em acabar com a relação com a maldita importadora para a AL e comercializar diretamente em terra brasilis.


quarta-feira, junho 03, 2009

E3 2009 - Sony, jogos e Brasil. [1] Mas antes, uma historinha

Era uma vez um grande conglomerado japonês que um dia resolveu investir em videogames, e lançou um videogame que fez um sucesso estrondoso (apesar do controle horrível). Por razões obscuras, ela não lançou seu videogame no Brasil. Na geração seguinte conseguiu repetir o mesmo sucesso (apesar de continuar com um controle horrível), conseguindo até eliminar uma das concorrentes no setor - o sucesso também deveu-se ao fato do console também funcionar como um aparelho de DVD, o que seus concorrentes não faziam. Como em time que está ganhando não se mexe, ela continuou não lançando o seu videogame no Brasil.

Como a empresa estava ganhando turbilhões de dinheiro com seus consoles, ela resolveu investir no mercado de portáteis, que era da concorrente sobrevivente. O problema é que essa empresa sempre foi líder absoluta no mercado de portáteis, e também estava ganhando rios de dinheiro graças a um jogo, de um console que praticamente estava aposentado, que simplesmente extrapolou todas as fronteiras de mídia, com produtos e licenciamentos mil. Depois essa empresa lançaria um portátil que permitia uma nova dinâmica de jogo. Esse portátil vende horrores até hoje. Já a empresa líder dos consoles lançou, no ano seguinte, um portátil com maior poder e infinitas possibilidades multimídia, mas que em termos de vendas ainda lambe os pés da concorrente. Porém, como portátil não dá muito dinheiro, igualmente não foi lançado no Brasil.

Quando parecia que o sucesso nos consoles continuaria, uma outra terceira concorrente entrou no setor. Seu primeiro console não foi la essas coisas, e ela só fez perder dinheiro com ele. Mas essa empresa não era uma reles empresa que era segundo lugar no ramo de entreterimento no Japão (Sega), mas a maior empresa do ramo de informática do mundo (Microsoft, dããã!), e o que ela estava fazendo era apenas "acumular" conhecimento para, na geração seguinte, cair matando.

E lançou seu videogame, uma versão bem mais robusta que a anterior, apesar da qualidade discutível (primeira vez na história em que há constantes problemas de superaquecimento de consoles de uma determinada marca!). Além de se identificar mais com o maior mercado do mundo (EUA, ainda), a Microsoft conseguiu pegar jogos antes exclusivos do console dessa empresa. Mais exatamente: GTA IV (que na microsoft tem mais episódios extras), Final Fantasy XIII e, esse ano, Metal Gear.

Essa empresa lançou o seu videogame depois, com maior capacidade e uma nova tecnologia de armazenamento, que era uma das duas concorrentes para o padrão que substituirá o DVD. E ela GANHOU a parada, no que sinalizaria uma repetição da estratégia da geração passada, e que talvez dê certo a longo prazo, se a Lei de Moore não atrapalhar. O problema é que, ao contrário das vezes anteriores, ela não tomou a liderança.

Mas não foi só isso: aquela outra empresa japonesa, que tinha perdido a parada nas duas gerações anteriores (inclusive ficado na última posição na igualmente última geração), lançou um console com uma nova maneira de jogar que, apesar da capacidade nitidamente inferior e dos jogadores costumazes das duas gerações anteriores torcerem o nariz (ou por causa disso...), vendeu horrores, mais que a soma dos dois consoles. E, horror dos horrores, o console dessa empresa, com gráficos avançados, Blue-Ray e tudo, ficou em terceiro em vendas.

Mas a história ainda não acabou para a Sony (sim, é dela que estou falando, Pedro Bó!). No capitalismo, assim como na política, o vácuo sempre é preenchido. Quase quatro anos depois de ter somente a Microsoft no Brasil (que vende o Xbox 360, mas importado e obviamente caro pra cacete), uma empresa que havia acumulado mais de 20 anos de experiência em venda de videogames (a TecToy, que vende consoles antigos da Sega até hoje) resolve lançar um console específico para "mercados negligenciados de todo o mundo", inferior em capacidade ao PS2, mas com jogos infinitamente mais baratos. O Zeebo tá saindo do forno (por enquanto, apenas no RJ).

Finalmente, a Sony, lanterna no mundo dos videogames, mas com a vantagem do PS3 também ser um tocador de Blue-Ray (é o lobby que faço aqui em casa para ver se o povo daqui compra um...), anuncia que comercializará oficialmente o PS2 (para matar o Zeebo antes que ele cresça), o PSP e o PS3 na Terra dos Papagaios (no caso destes, para ver se amplia o mercado dos dois mesmos).

Eu ia falar dos anúncios da Sony na E3, mas -FINALMENTE- a vinda dos PSs ao Brasil merece um destaque especial. Depois (espero que ainda hoje) eu volto aos anúncios. Resumidamente, uma pletora de jogos e um troço que imita o Wiimote (mas não tão revolucionário quanto o Projeto Natal).

terça-feira, junho 02, 2009

E3 2009 - Nintendo, uns trocinhos e JOGOS

Como eu disse, a conferência da Nintendo foi hoje. Como eu disse errado, a da Sony na verdade também foi hoje. Vou pular os anúncios para DS porque (ainda) não é muito a minha área.

A Big N deu obviamente uma cobertura razoável para o MotionPlus. Para quem não sabe, é uma extensãozinha pra colocar no Wiimote para aumentar a sensibilidade deste. Será lançado no fim de julho nos EUA, separado e com o jogo Wii Sports Resort - que, assim como o Wii Play, venderá milhões sem ser lá grande coisa. Mesmo porque estão para sair uma cacetada de jogos que utilizarão o MotionPlus

Continuando nos acessórios, parece que terá um outro, chamado 'Vitality Sensor" e será um... aparelho pra medir pressão! Já sei, foi algo feito especialmente para o povo que comprou Wii só pra jogar Wii Sports e Wii Fit! Provavelmente também virá com um jogo que também venderá milhões sem ser grande coisa. Mas será um diferencial e tanto em comparação com o futuro Projeto Natal...

Ah, e falando nos "Jogos Wii" para Wii, vai ter também um Wii Fit Plus, um Wii Fit com mais salamaleques. Prevejo daqui a uns três anos começarem a vender a Balance Board com os dois jogos. Mas esse eu posso até comprar, já que estou me amarrando no Wii Fit! Altamente recomendável para quem tem o IMC acima do mínimo recomendável (embora isso não signifique necessariamente que você está mal, mas isso não é um post sobre saúde)

Mas vamos aos jogos "jogos" mesmo. A Nintendo é Nintendo, e você sempre pode esperar coisas ótimas. E elas vieram! Parafraseando o começo desse post, como eu disse errado, achava que eles anunciariam mais um jogo do Mário. NA VERDADE FORAM DOIS!!! Contrariando o paradigma que vinha desde o N64 de que só haveria um jogo do Mario3D por plataforma, o Wii terá Super Mario Galaxy 2!!! E novidade: pela primeira vez desde o Super Mario World, o Mario vai montar (oops!) no Yoshi!!! Meu, quem jogou SMG sabe o desbunde que é. Mas vai ser aquela coisa: provavelmente vão colocar o Yoshi como jogável apenas em algumas fases, e se você perde-lo, bau bau.

Porém, quem é meio assim com jogos 3d (um dia eu já fui, mas GTA Vice City me salvou - ficaria tão feliz com um GTA pra Wii, mesmo com gráficos piores...) não vai ficar chupando dedo: vão lançar outro Mario!!! E 2d!!! Vai se chamar New Super Mario Bros, que nem no DS, mas com uma novidade interessantíssima: permitirá até quatro jogadores simultâneos em modo cooperativo! Deus do céu, como é que o Miyamoto não pensou nisso antes!?

Bom, de Mario pra Wii foi só isso. Mas a coisa não acabou: também vai rolar um novo Metroid (mais exatamente, Metroid: Other M)!!! E, ao contrário da série Metroid Prime*, será produzido em conjunto com a Tecmo (e não com a "first party" Retro Studios) e, pelo que o trailer dá a entender, terá momentos 2D. Enfim, Samus Aran deixará de ser nipo-americana e voltará a ser japa (galega...) puro-sangue. Isso promete, e muito.

Enfim, como eu disse, e agora sim disse certo, o foco da Big N foi mais em software, mas em compensação, haja jogões! Amanhã falo da Sony, e com ÓTIMAS notícias para o Brasil. Sim, é isso mesmo: em comemoração à escolha de Manaus como sede da Copa 2014, ela FINALMENTE lançará o PS2 E o PSP E o PS3 na "América Lusa"!!! Bem, não foi bem por causa disso, como vou dizer amanhã.

*Em mais um produto que drenará as minhas economias, a Nintendo relançará os dois primeiros Metroid Prime do Game Cube JUNTO com o Metroid Prime 3, em uma antologia a sair (nos EUA) em fins de Agosto.

segunda-feira, junho 01, 2009

E3 2009 - Microsoft e seu Projeto Natal

Como meia dúzia de nerds já devem saber, está ocorrendo nos EUA a E3, a maior feira de videogames do mundo, onde os lançamentos e as tendências são lançadas, e esses três dias são das produtoras de hardware (e software, mas principalmente de hardware). Hoje foi a conferência da Microsoft, amanhã será a da Nintendo e, depois de amanhã, a Sony. Não, não estou acompanhando avidamente elas, mas apenas a sua repercussão.

Como eu disse, hoje foi o dia da Microsoft. Para além da interação do console com a internet e de um Metal Gear exclusivo para o console americano, a principal - e mais bombástica - novidade é o "Projeto Natal" (Natal mesmo, não Christmans, o que levanta a curiosidade sobre a inspiração desse povo). Basicamente é a idéia do Wii levada às últimas consequências: uma câmera capta a sua imagem, reconhecendo a pessoa em questão e ela simplesmente joga com o seu corpo. Sem controles. Realmente é revolucionário.

Mas aí entra um busilis: alguém aqui já jogou Wii na vida? Pois bem, uma coisa é jogar e agitar as mãos pra jogar. Uma hora você cansa (não falo do jogo, mas do cansaço físico). Daí você pausa, descansa uns 30s, 1min e volta a jogar. Outra coisa é você utilizar um jogo que necessite do corpo todo, como Wii Sports. Daí você se cansa mais ainda (escolha o boxe pra isso), para uns 1min, 1min30s e volta a jogar. Sem problemas, certo?

Errado! E aí eu chego ao cerne da questão: Wii Sports é um jogo "casual", e o boxe dura uns 10 minutos, quando muito. Um jogador médio de videogame é um ser sedentário, que não se cansa de jogar um Winning Eleven apenas com os dedos, e não morre de cansado quando, no máximo, dá umas chacoalhadas no controle. Mas se ele tiver que usar todo o corpo para jogar um "Winning Eleven", por exemplo, adaptado para o Natal, dependendo dos movimentos que ele tiver que fazer, poderá até se sentir desestimulado a jogar uma partida. Daí que eu aposto que a grande maioria dos jogos que sairão nesse sistema serão os famigerados (pelos "caixistas") "casuais". E o joystick/controle/manete, ao contrário do que o Steven Spielberg previu, perdurará ainda um tempinho mais.

Ah, eu falei no parágrafo anterior e vocês não devem ter notado outra questão: COMO EU PODERIA PAUSAR UM JOGO SEM USAR BOTÕES!?

Vamos ver como será a Nintendo (que por "N" -hehehe- motivos impôs seu paradigma de visão do mercado) amanhã. Dizem que o foco vai ser mais em software (dizem até em um novo Mario)... Mas ela tem que tomar cuidado para não se acomodar.

sexta-feira, maio 08, 2009

Bons tempos os do cartucho...

Bons tempos em que era só colocar um cartucho pirata que a coisa simplesmente rodava...

Comprei um Wii, "bloqueado" (sem chip que camufle os jogos piratas para que rode sem problemas no console). Mas não me desesperei, porque descobri depois que dá pra fazer uma gambiarra no Zelda (o "twilight hack"), que faz com que o Wii rode DVDs (sim, ele não roda DVDs) - não que isso faça falta pra mim, mas os jogos piratas são em DVDs além de alguns emuladores de NES, Mega e SNES.

Daí começo a juntar dinheiro para comprar o Zelda (na verdade, pra comprar o Wii Fit - não achando-o pelo preço que quero comprar, o Zelda viria como segunda opção). Daí finalmente consigo o $$$ o bastante, me arranjam um modem wireless. Daí eu configurei agora há pouco pro Wii baixar (sim, ele tem detector de wireless - e dá até pra navegar na internet e tudo com um Opera adaptado) a versão 3.4. Quando vejo, ele baixou a 4.0, que impede o twilight hack!!! Tipo, não estou tão puto porque não perdi nada afinal de contas, mas agora terei que esperar os benditos hackers aproveitarem outra brecha de segurança do Wii... E agora, se não conseguir encontrar o Wii Fit, terei que comprar um outro jogo. Mas qual seria? Super Smash Bros Brawl? Mario Kart? Metroid? Dúvidas, dúvidas, dúvidas...

quinta-feira, maio 07, 2009